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Ser mãe com Síndrome do Pânico

Ser mãe (e pai) por natureza já é um desafio. Ao mesmo tempo em que a gente se enche de amor, os medos e receios também nos acompanham a partir do momento em que temos noção do tamanho da nossa responsabilidade. E quando se tem Síndrome do Pânico, a coisa é bem pior. Todos os medos e pensamentos ruins parecem ser elevados ao nível mais alto e o medo de perder o controle junto aquele ser inocente que agora é seu é persistente.

A verdade é que cada dia é um desafio

Chega aquele momento em que é preciso sair para a consulta médica, vacinação, ou qualquer outro compromisso típico do início da vida de um bebê. E mais tarde os compromissos escolares: a busca da matrícula, reunião de pais… e é em um momento desses em que a gente sente a ansiedade agindo. Ou quando vem aquele convite da amiga para levar as crianças para brincar com a criança dela? A gente adoraria, mas fica se perguntando: como faria para entrar num ônibus e sair dele ou dirigir até lá sem “surtar”? É aí que o “claro, depois a gente combina um dia” entra em ação na minha vida.

Eu sinto como se estivesse arrancando um pedaço da infância deles e isso dói profundamente. Assim como quando, naquela linda tarde quente e ensolarada, eu desisto de levá-los ao parque porque sei que eu não aguentaria chegar nem ao final da rua da minha casa. Mas eu paro e penso que nada disso deve me desanimar, muito pelo contrário! Cada uma dessas coisas eu uso para reforçar minha busca pela superação. Cada dia é um desafio. As vezes ganhamos, outras vezes perdemos, mas apenas por enfrentá-los, já avançamos muito 😀

Conte a verdade

Na minha opinião, é muito importante a comunicação sincera com a criança. Como ela iria entender aquelas situações, sem conhecer o seu problema e como você se sente em relação a ele? Contar a verdade foi a melhor coisa eu fiz. Por mim e por minha relação com minha filha mais velha. Ela soube compreender o meu problema como ninguém, e muitas vezes é na mãozinha dela que eu seguro nos momentos de aflição. Eu descobri que mais que uma filha, eu tenho uma verdadeira amiga que cuida de mim com seu abraço e seus carinhos.

mãe síndrome do pânico

Por mais que as vezes a gente possa se sentir como uma mãe “incompleta”, precisamos nos lembrar que ter Síndrome do Pânico não nos torna menos capaz. Nós temos sim mais dificuldades em alguns aspectos, mas com certeza temos amor e dedicação de sobra para compensar qualquer coisa. Temos consciência de educar nossos filhos da menor maneira, e o faremos sem sombra de dúvida, pois antes de sermos a pessoa com Síndrome do Pânico, somos mães e o “ser mãe” sempre prevalece.

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