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O que é hiperemese gravídica? – BEDA#3

hiperemese gravídica ainda é pouco falada e poucas pessoas conhecem. Durante minhas gestações muitas pessoas me perguntaram “o que eu tinha” e então decidi compartilhar tudo o que aprendi durante esses anos em relação a esse assunto.

• Essa é uma repostagem do meu antigo blog, com algumas atualizações e alterações 😉

• Lembre-se que o médico deve ser sempre consultado e dar o diagnóstico correto antes de qualquer medida ser tomada!

Hiperemese Gravídica

 

Afinal, o que é a hiperemese gravídica?

É completamente normal que a mulher sinta enjoos e até vomite no início da gravidez, porém, existem mulheres (como eu) que sofrem muito mais com os enjoos e vômitos, sendo estes constantes e não melhorando com medicação, caracterizando a hiperemese gravídica.

Com a possibilidade de durar até o final da gravidez,  a hiperemese gravítica pode ainda trazer riscos nutricionais para a mãe, como perda de peso, desidratação e cetonúria (infecção urinária).

 

O que causa a hiperemese gravídica?

Apesar de ainda se discutir a causa, muitos acreditam que ela é causada por um hormônio produzido na placenta, chamado HCG. A sensibilidade para esse hormônio varia de mulher para mulher, porém grávidas de gêmeos tem mais chances de sofrer com a hiperemese, pois a placenta é maior.

O fator pode ainda ser hereditário, como foi o meu caso, onde minha mãe e minha avó materna também apresentaram os mesmos sintomas em todas as gestações.

Alguns ainda apontam a falta de vitamina B6 como a culpada da hiperemese gravídica.

 

Quais os sintomas?

Principalmente vômitos e enjoos. A mulher não consegue se alimentar, o que acaba gerando perda de peso, sensação de fraqueza, cansaço e desmaio. Além disso é comum sentir a boca seca. [Nota pessoal: eu cheguei a ter uma anemia fraca.]

 

Existe tratamento para a hiperemese gravídica?

O ideal é informar ao médico com quem você faz o pré-natal sobre sua condição, ele pedirá exames que identificarão a gravidade de quaisquer problemas que a hiperemese gravídica possa lhe causar, e também pode ser que ele receite medicação intravenosa contra náuseas. [Nota pessoal: medicamentos do tipo “Dramin” só começaram a me ajudar após os 4 meses de gestação.]

Recentemente descobri que existe um tratamento feito a partir suspensão temporária da ingestão de alimentos, aliada a medicamentos a fim de reduzir os sintomas, tudo feito com acompanhamento médico, obviamente.

 

Minha experiência

Agora que você já entendeu do que se trata, vou contar como aconteceu comigo:

Sofri muito com a hiperemese gravídica, perdi peso e tive uma leve anemia nas minhas duas gestações.

Os três primeiros meses foram os piores, não conseguia comer absolutamente nada, nem ao menos beber água! Sentia muito sono, então só me levantava da cama para correr ao banheiro para vomitar.

Mal tomei as “vitaminas” (ácido fólico e sulfato ferroso) por conta dos vômitos constantes e morria de medo disso prejudicar o bebê, mas por sorte eles nasceram saudáveis e com o peso ideal.

Após esse período, comecei a ter uma leve melhorada e praticamente me joguei no Dramin (devidamente receitados pelo médico, que me dava uma nova receita a cada consulta) .

Tomei vários vidrinhos desse “amigo vermelho” durante os 9 meses, o que me ajudava a comer pelo menos um pouquinho, uma vez ao dia. Algumas vezes o Dramin não deu conta e eu tive que partir para o pronto-socorro tomar medicação na veia, acontece.

Como não entrar em desespero?

Não conseguir comer, beber água, ter que ficar com a cara na privada no vaso sanitário metade do seu dia e a outra metade em cima da cama, fraca e cansada é no mínimo desesperador, não acha? :/

Mas, infelizmente, não há muito o que fazer. O melhor é focar no seu bebê, curtir essa fase da gestação, apesar de tudo, deixa muita saudade, pensar que logo isso vai passar e vocês poderão estar juntos! Contar com o apoio da família e amigos pode ajudar bastante.

 

Dicas para enfrentar a hiperemese gravídica

Bom, nesse momento tenso é sempre bom que as coisas estejam facilitadas para a gente, não? Aqui vão algumas pequenas dicas que me ajudaram a enfrentar essa fase:

•Comer coisas fáceis de serem digeridas: é importante comer coisas leves (quando puder comer alguma coisa) e de fácil digestão como alimentos cozidos e algumas frutas, pois além de o corpo absorver os nutrientes mais rápido, facilita na hora de sair, caso você vomite :/

•Beber água aos poucos: toda vez que eu tomava um copo inteiro de água de uma vez, voltava tudo em 30 segundos. Descobri que beber um golinho aqui e outro ali fazia com que a água não voltasse, beleza!

•Tomar Coca-Cola: em todo lugar que a gente vai sempre tem alguém para nos avisar dos males do refrigerante, principalmente da Coca, e por mais que a gente saiba que eles estão certos, uma coisa que me ajudava demais era justamente tomar Coca-Cola.

Se você for partir para essa medida desesperada, certifique-se de não estar em um quadro de diabetes gestacional ou algum outro problema que possa ser agravado com a ingestão de refrigerantes, e claro, tenha moderação!

•Levar sempre uma sacolinha plástica: sempre que eu precisava sair de casa, levava algumas sacolinhas na bolsa e na maioria das vezes cheguei a usá-las dentro do carro ou transporte público. Com a hiperemese gravídica não dá nem tempo de parar o carro, imagina chegar até algum lugar com banheiro!? É nojento, mas te salva de sujar a roupa.

Espero que esse post possa ajudar as mulheres que estiverem passando pelo o que eu passei, então se você está grávida ou conhece alguém que esteja, não deixe de compartilhar este post, informação é essencial para uma gravidez mais saudável!

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2 comments

  1. Como você comentou é um assunto pouco falado e também pouco explorado na internet, acredito que vai ajudar muitas mulheres, Parabéns!

    Beijos

  2. Você explicou muito bem sobre a patologia e ainda por cima passou sua vivência. Espero que ajude muitas mulheres! <3

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