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Eclâmpsia: minha experiência – BEDA#8

Você sabe o que é eclâmpsia? Hoje resolvi repostar outro post do meu antigo blog, e dessa vez contarei minha experiência com a eclâmpsia, que diferente da maioria dos casos, não foi pré-parto, mas sim, pós-parto.

• O post original sofreu algumas alterações para melhor contextualização com o Mamãe e Geek.

Eclampsia

O que é a Eclâmpsia (e pré-eclâmpsia)

Segundo a Wikipedia: “Pré-eclâmpsia ou toxemia gravídica é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, edema e liberação de proteínas na urina (proteinúria). Neste estágio, ainda não ocorreram coma e convulsões.”
Isso quer dizer que a pressão arterial aumenta, a gestante fica inchada (principalmente nos pés) e perde proteína pelo xixi. A pré-eclâmpsia geralmente aparece depois das 30 semanas (principalmente a partir da 37ª) e após o parto aparece dentro das primeiras 48 horas.

Eclâmpsia, segundo a Wikipedia: “afecção grave que ocorre geralmente no final da gravidez, caracterizada por convulsões associadas à hipertensão arterial”.
Isso quer dizer que a eclâmpsia é a forma mais grave da pré-eclâmpsia, onde a pressão sobe tanto que a gestante chega a ter convulsões. Pode acontecer antes, ou após o parto (como foi o meu caso).

 

Minha história com a eclâmpsia pós-parto

Em 2008 engravidei pela primeira vez, aos 16 anos. Tive uma gestação tranquila, apesar da hiperemese gravídica, que já comentei aqui anteriormente.

Minha filha Jullia nasceu no dia 6 de dezembro daquele ano, linda e perfeita, para nossa alegria. Porém, algumas horas após o parto, eu tive um sério problema. Apesar de não ter tido sintomas de pré-eclâmpsia durante a gravidez, eu tive a chamada eclâmpsia pós-parto.

Resumidamente: minha pressão arterial subiu tanto que eu comecei a convulsionar.

Fiquei 3 dias em coma induzido até que os médicos conseguissem controlar minha pressão. O meu principal sintoma foi dor de cabeça súbita ainda na cama durante o parto, mas ouvi do anestesista que o sintoma era comum e eu já estava sendo medicada, então me tranquilizei, até que após ver o rostinho da minha filha, decidi me entregar ao cansaço e dormir. Após esse momento não me lembro de mais nada até 3 dias depois, ao acordar na UTI.

Por sorte, consegui sair do quadro de risco sem sequelas, coisa que preocupava os médicos e familiares durante o período em que estive sedada.

Fiquei ainda algum tempo com a pressão alta, porém não ao ponto de me fazer mal, e após 8 dias no hospital, eu tive alta, mas ainda precisei monitorar a pressão diariamente, tomar medicação para controlar a pressão e fazer acompanhamento médico e exames posteriores.

Cerca de um mês após o parto, eu já estava normal e não precisava mais dos remédios, estava livre!

 

A segunda gestação e a eclâmpsia

Em 2013 engravidei novamente e desde o princípio da gestação o medo de um segundo caso de eclâmpsia me acompanhava e hiperemese gravídica esteve presente o tempo todo!

Porém, felizmente dessa vez tudo deu certo, apesar de algumas pequenas complicações, o Raul nasceu em 26 de abril de 2014.

 

Causas, tratamento e grupos de risco

Ninguém descobriu a causa exata da Eclâmpsia, porém foi estabelecido um grupo de risco para a doença em que constam:

•Gravidez antes dos 18 ou após os 35 anos
Primeira gestação
•Mulheres com histórico de hipertensão
•Mulheres com histórico de diabetes
Histórico de eclâmpsia na família
•Obesidade

Apesar de existir esse grupo de risco, vale lembrar que a eclâmpsia pode acontecer com qualquer mulher.
Não existe um “tratamento” para a pré-eclâmpsia e a única maneira de evitar que ela se agrave é fazer um bom pré-natal, medir sempre a pressão e evitar o sal.
É considerada pré-eclâmpsia a pressão acima de 14 por 9 (140/90 mmHg).

 

Consequências e sequelas

A eclâmpsia ainda pode trazer consequências sérias, como a síndrome de HELLP e a indução do parto, muitas vezes quando o bebê ainda é muito prematuro. Por isso, fazer o pré-natal direitinho é muito importante, além de ser um direito de toda gestante!

 

Então, para finalizar, se cuidem muito bem e não deixe de tirar todas as suas dúvidas com os médicos 🙂

 

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